Rã-flecha: conheça a espécie por trás do veneno citado em caso envolvendo opositor russo

  • 14/02/2026
(Foto: Reprodução)
Rã-flecha-azul Sébastien Sant/iNaturalist O opositor russo Alexei Navalny, morto em 2024, foi envenenado com uma toxina letal em uma prisão russa, afirmaram cinco países europeus em um comunicado conjunto divulgado neste sábado (14). A toxina foi extraída de uma rã típica da América do Sul e considerada um dos animais mais venenosos do mundo. Segundo a informação do comunicado, análises de amostras do cadáver de Navalny encontraram epibatidina, uma toxina encontrada em rãs-flecha venenosas. Abaixo, conheça a espécie. Rã-flecha Ameerega trivittata, espécie venenosa que ocorre na floresta amazônica Ubiratã Ferreira Souza As rãs-flecha formam um grupo de anfíbios da família dos dendrobatídeos, que reúne dezenas de espécies distribuídas principalmente pelas florestas tropicais da América Central e da América do Sul, incluindo o Brasil. Diferentemente de muitas outras rãs, que se camuflam para escapar de predadores, elas fazem o oposto: exibem cores vibrantes como amarelo, dourado, vermelho, verde, azul e preto. Essa estratégia é chamada de coloração de advertência. Ao ostentar tons chamativos, o animal sinaliza que não deve ser atacado. A pele dessas rãs secreta substâncias tóxicas capazes de paralisar — e, em alguns casos, matar — predadores. Um único desses anfíbios pode produzir até 1900 microgramas deste veneno intenso, o que o torna 20 vezes mais tóxico do que outros sapos. Isso pode ser o suficiente para matar até mesmo animais de porte bem maior. Rã flecha Reprodução TV Globo De onde vem o veneno Os cientistas ainda investigam a origem exata da toxicidade dessas rãs. A principal hipótese é que elas não produzem o veneno diretamente, mas o acumulam a partir da alimentação. Na natureza, alimentam-se de formigas, cupins e besouros que contêm alcaloides tóxicos. Esses compostos seriam então armazenados na pele do anfíbio. Curiosamente, indivíduos criados em cativeiro e alimentados com dieta diferente perdem grande parte da toxicidade, o que reforça a teoria de que o veneno está ligado ao que comem no ambiente selvagem. Perigo para humanos Para que o veneno seja letal a humanos, é necessário contato direto com a toxina em quantidade suficiente. Além disso, como a toxicidade depende da dieta, rãs criadas fora do ambiente natural tendem a não apresentar o mesmo nível de perigo. Veja os vídeos que estão em alta no g1

FONTE: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2026/02/14/ra-flecha.ghtml


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